terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Respeito (Santa Maria, 27/01/2013)
Muitos já viram a capa da Zero Hora de ontem e acredito que, assim como eu, acharam o trabalho do fotojornalista Lauro Alves sensível, informativo e respeitoso. Abaixo segue o link com a capa/contra-capa do jornal e um texto escrito pelo repórter fotográfico da Zero Hora.
Todos devem ler.
"RESPEITO...
Vi os mais valentes ficarem humildes e se prontificar com tudo e todos. Cobrir tal evento é ruim mas impossível ignorar, fotojornalismo é isso, desde a concepção da vida até que a morte nos separe."
Link: Santa Maria, 27/01/2013
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Undesired
Devido a quantidade de informação disponível na internet acabamos desconhecendo muito conteúdo de qualidade.Este vídeo (indicado pelo Tomas Brugger) já existe há algum tempo e traz uma realidade muito distante da nossa.
"E assim como o medo é contagioso a coragem também é contagiosa. E isso pode levar a grandes movimentos e toda violência contra o movimento feminista tem que se basear em que falemos mais alto.”
"E assim como o medo é contagioso a coragem também é contagiosa. E isso pode levar a grandes movimentos e toda violência contra o movimento feminista tem que se basear em que falemos mais alto.”
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domingo, 18 de novembro de 2012
UMA DUAS - Eliane Brum
Visceral. Esta, para mim, é uma das únicas palavras capaz de passar (um pouco) o que é o livro UMA DUAS da Eliane Brum.
Ao desejar o livro, desde a primeira resenha que li, eu soube que seria intenso e não sabia como ia lidar com isso. Primeiro não o quis. Eu conhecia o material da Eliane Brum jornalista e tinha receio dela escritora de ficção, no entanto cada vez que entrava em uma livraria ou em um site acabava me deparando com a dúvida: comprar ou não? Eu sempre resistia, mas sabia que em algum momento ia acabar lendo.Assisti uma palestra da escritora e fiquei mais curiosa ainda e, então, pedi de aniversário.
Ganhei. Comecei a ler no mesmo dia e percebi que ali estava um livro sincero, sem rodeios, original e acima de tudo: visceral.
A cada palavra, a cada frase você para. Você pensa. Você sente, pois como está no livro:
"As palavras podem ser imprevisíveis. "
Muitas perguntas surgem: onde começa Laura e onde termina Maria Lúcia, Eliane Brum? O útero é para sempre.
Sim, o livro pode ser de leitura rápida, se você estiver preparado emocionalmente.
Para finalizar deixo uma frase da autora em uma entrevista a Revista da Cultura que me despertou muito para o livro:
"A vida é caos e nem sempre tem o sentido que a gente quer dar a ela. Mas há verdades nessa realidade que só a ficção aguenta."
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UMA DUAS
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Hoje, 31 de outubro, para mim, é uma daquelas datas que têm muitas coisas diferentes acontecendo.
Hoje, 31 de outubro, é Halloween.
Hoje, 31 de outubro, Carlos Drummond de Andrade nasceu (há 110 anos atrás).
Hoje, 31 de outubro, agradeço a todas as pessoas que me parabenizaram com abraços e palavras pelos meus 19 anos de vida.
Hoje, 31 de outubro, não posso mais receber abraços, beijos e palavras de uma pessoa que amei, amo e amarei. Muito. Sempre.
Hoje, 31 de outubro, o presente de aniversário desejado seria impossível, mas então peço o possível: que as memórias relacionadas a você se preservem, pois merece ser lembrado onde quer que esteja.
Então, enfim, hoje 31 de outubro, deixo esta foto da comemoração deste mesmo dia (há anos atrás) junto a este poema de Drummond, em sua homenagem, pai.
Eu te amo.
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Ligeiramente Fora de Foco - Robert Capa
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| Capa do Livro / Foto: Divulgação |
Poucos foram os livros que, julgando pela capa acertei; esse foi um deles. Robert Capa comprovou que seu talento não passava apenas pela área da fotografia. O autor descreve suas experiências como correspondente de guerra nos últimos anos da 2° Guerra Mundial de um jeito único: simples e humorado. É incrível e ligeiramente apaixonante.
Às vezes, durante a narrativa, ficava difícil acreditar na veracidade do que é contado, no entanto quando as suspeitas de que tudo não passa de ficção surgiam, eu me deparava com incríveis fotografias de Robert Capa. Elas não só comprovam a realidade como levam a vivenciar o que o autor passou em uma profissão nada fácil, no entanto encantadora.
É incrível, apaixonante. Um livro que se enquadra na categoria daqueles que só é possível largar quando chega ao final.
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| "Praia Omaha", costa da Normandia - 6 de Junho de 1944/ Foto: Robert Capa |
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| Retrato Robert Capa / Foto: Ruth Orki |
Robert Capa (1913 - 1954) foi correspondente de guerra. Cobriu os mais importantes conflitos da primeira metade do século XX como a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa, a Guerra árabe-israelense de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
500 photographers
Fotógrafos do século 21 não são difíceis de encontrar. No entanto, achar qualidade em meio a tantas opções é uma atividade complicada.
O projeto online “500 photographers” foi criado com o objetivo de facilitar essa pesquisa . Durante cem semanas serão divulgados, semanalmente, o trabalho de cinco fotógrafos de todas as partes do mundo e de diferentes áreas desta profissão.
O idealizador do projeto foi Pieter Wisse, fotógrafo, dono da livraria e galeria de arte “Four Eyes Photography & Art. Ele planeja que após a conclusão o site servirá como referência, com um arquivo de fotógrafos de qualidade e de variados estilos, linguagens e gêneros do século 21.
A seleção dos artistas é feita por indicação dos leitores. Para colaborar com o projeto você pode sugerir alguém aqui.
Photographer #385: Chris McCaw
Photographer #391: Munem Wasif
Post elaborado para o Blog de Papel, projeto da cadeira Oficina de Redação I.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Um jornalista apaixonado
Jornalista, apaixonado pela profissão. Um cara de estereótipo alto e magro demonstra em suas feições o amor pelo que faz. David Coimbra, em uma sexta-feira, tinha traços cansados e entre seus dedos carregava um copo com um dos principais vícios de profissionais dessa área: café.
Apesar da possibilidade de falar apenas o necessário, David não poupou palavras nem simpatia ao me responder diversas perguntas. Como ele foi parar no mundo jornalístico? Essa era uma das dúvidas que eu tinha necessidade de dar um fim e ele logo admitiu, “sou jornalista para escrever e não escrevo para ser jornalista.” O amor pela escrita e leitura o fizeram seguir em um caminho em que ele acreditava que suas paixões seriam postas em prática.
Atual diretor executivo de Esportes, colunista da Zero Hora, comentarista da TVCOM e participante do programa Pretinho Básico, David Coimbra também perpetua sua paixão através de vários livros já lançados e tem em si um orgulho por duas obras em especial: Canibais e Jogo de Damas, “eu gosto muito deles, dos outros eu também gosto claro, é que esses aí me deram mais trabalho, entendeu?” explicou-se com o intuito de não desmerecer seus outros livros.
Com tantas atividades a exercer ele busca organizar seus dias através de um planejamento mental, pois acredita na necessidade de que haja um tempo disponível para conseguir executar outras atividades de seu agrado. Essas como nadar, sair com os seus amigos e, o ultimo, porém não menos importante: brincar com seu filho.
Bernardo, hoje com três anos, é visível orgulho de David. O pequeno já foi homenageado em um livro de crônicas, “Meu Guri”, com relatos em ordem cronológica − surgidos da observação, reflexão e registro de um pai de primeira viagem. Além do mais, no último verão, ele escrevia diariamente ao jornal Zero Hora sobre o litoral gaúcho e raras eram as colunas que não tratavam das traquinagens do menino. Todavia não foram as crônicas que denunciaram seu amor por Bernardo, mas sim o brilho que aparece nos olhos do escritor ao citar o filho.
Ao finalizar a fala que abordava o menino, aproveitei para saber um pouco do David Coimbra adolescente, então descobri o que já era evidente, um guri não diferente de hoje, morador do IAPI,que gostava de jogar futebol, namorar e se encontrar com os amigos, esses últimos que permanecem em seu convívio até hoje. Não é a toa que Paulo Sant'Ana descreve David Coimbra, como o "sátiro peralta dos torsos e tornozelos femininos", pois sua vida gira em torno de três coisas desde o principio: futebol, mulher e, mais recentemente, seu filho.
Não perdendo a oportunidade voltei a falar de sua profissão, afinal não é em qualquer lugar que se encontra um profissional tão apaixonado. “ É o centro da minha vida. Claro que a gente tem que ter equilíbrio. Tem que ter de tudo, tem que gostar né, afinal a gente passa maior parte do tempo trabalhando.” Alegou.
David Coimbra nos últimos anos ganhou uma nova ocupação, seu blog. Nele, diariamente, há postagens do jornalista e participações dos leitores que gostam de mandar músicas e textos para aparecerem no espaço. “Os leitores gostam de participar. Uma vez eu fiz até uma festa do blog,” recordou.
Admitiu achar o blog uma ferramenta muito interessante por também dar oportunidade das pessoas contestar seus pensamentos, ainda mais por ele ter como característica essencial expor seu pensamento sem receios. Tal fato o faz ser odiado por muitos e amado por vários. “Bah, adoram me xingar,” confessou, juntamente admitindo que antes até levava em conta, todavia que o tempo o fez aprender que não pode se deixar tocar por isso, “Não tem como tu escrever uma coisa que todo mundo vai adorar e ninguém criticar. Só se for alguma coisa que não tenha graça,” Comentou. “Eu me divirto mais do que me incomodo”.
O silêncio invadiu o pequeno espaço de gravação da Zero Hora e eu percebi que era hora de partir. Sem mais delongas agradeci pela oportunidade e o parabenizei pelo esforço que fazia para responder aos e-mails recebidos. Me despedi, saindo com a sensação de missão cumprida e o que antes eu já acreditava hoje se tornou uma certeza: não é a forma que escreve ou os prêmios acumulados que fazem de David Coimbra um jornalista exemplar, mas sim a simplicidade em cada gesto e a paixão que carrega pela sua profissão.
Texto elaborado para a disciplina de Linguagem Jornalística I.
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