quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um jornalista apaixonado


Jornalista, apaixonado pela profissão. Um cara de estereótipo alto e magro demonstra em suas feições o amor pelo que faz.  David Coimbra, em uma sexta-feira, tinha traços cansados e entre seus dedos carregava um copo com um dos principais vícios de profissionais dessa área: café. 

Apesar da possibilidade de falar apenas o necessário, David não poupou palavras nem simpatia ao me responder diversas perguntas.  Como ele foi parar no mundo jornalístico? Essa era uma das dúvidas que eu tinha necessidade de dar um fim e ele logo admitiu, “sou jornalista para escrever e não escrevo para ser jornalista.” O amor pela escrita e  leitura o fizeram seguir em um caminho em que ele acreditava que suas paixões seriam postas em prática.

Atual diretor executivo de Esportes, colunista da Zero Hora, comentarista da TVCOM e participante do programa Pretinho Básico, David Coimbra também perpetua sua paixão através de vários livros já lançados e tem em si um orgulho por duas obras em especial: Canibais e Jogo de Damas, “eu gosto muito deles, dos outros eu também gosto claro, é que esses aí me deram mais trabalho, entendeu?” explicou-se com o intuito de não desmerecer seus outros livros.  

Com tantas atividades a exercer ele busca organizar seus dias através de um planejamento mental, pois acredita na necessidade de que haja um tempo disponível para conseguir executar outras atividades de seu agrado. Essas como nadar, sair com os seus amigos e, o ultimo, porém não menos importante: brincar com seu filho. 

Bernardo, hoje com três anos, é visível orgulho de David. O pequeno já foi homenageado em um livro de crônicas, “Meu Guri”, com relatos  em ordem cronológica − surgidos da observação, reflexão e registro de um pai de primeira viagem.  Além do mais, no último verão, ele escrevia diariamente ao jornal Zero Hora sobre o litoral gaúcho e raras eram as colunas que não tratavam das traquinagens do menino. Todavia não foram as crônicas que denunciaram seu amor por Bernardo, mas sim o brilho que aparece nos olhos do escritor ao citar o filho. 

Ao finalizar a fala que abordava o menino, aproveitei para saber um pouco do David Coimbra adolescente, então  descobri o que já era evidente, um guri não diferente de hoje, morador do IAPI,que gostava de jogar futebol, namorar e se encontrar com os amigos, esses últimos que permanecem em seu convívio até hoje. Não é a toa que Paulo Sant'Ana descreve David Coimbra, como o "sátiro peralta dos torsos e tornozelos femininos", pois sua vida gira em torno de três coisas desde o principio: futebol, mulher e, mais recentemente, seu filho.

Não perdendo a oportunidade voltei a falar de sua profissão, afinal não é em qualquer lugar que se encontra um profissional tão apaixonado. “ É o centro da minha vida. Claro que a gente tem que ter equilíbrio. Tem que ter de tudo, tem que gostar né, afinal a gente passa maior parte do tempo trabalhando.” Alegou. 

David Coimbra nos últimos anos ganhou uma nova ocupação, seu blog. Nele, diariamente, há postagens do jornalista e participações dos leitores que gostam de mandar músicas e textos para aparecerem no espaço. “Os leitores gostam de participar. Uma vez eu fiz até uma festa do blog,” recordou. 

Admitiu achar o blog uma ferramenta muito interessante por também dar oportunidade das pessoas contestar seus pensamentos, ainda mais por ele ter como característica essencial  expor seu pensamento sem receios. Tal fato o faz ser odiado por muitos e amado por vários. “Bah, adoram me xingar,” confessou, juntamente admitindo que antes até levava em conta, todavia que o tempo o fez aprender que não pode se deixar tocar por isso, “Não tem como tu escrever uma coisa que todo mundo vai adorar e ninguém criticar. Só se for alguma coisa que não tenha graça,” Comentou. “Eu me divirto mais do que me incomodo”. 

O silêncio invadiu o pequeno espaço de gravação da Zero Hora e eu percebi que era hora de partir. Sem mais delongas agradeci pela oportunidade e o parabenizei pelo esforço que fazia para responder aos e-mails recebidos. Me despedi, saindo com a sensação de missão cumprida e o que antes eu já acreditava hoje se tornou uma certeza: não é a forma que escreve ou os prêmios acumulados que fazem de David Coimbra um jornalista exemplar, mas sim a simplicidade em cada gesto e a paixão que carrega pela sua profissão. 

Texto elaborado para a disciplina de Linguagem Jornalística I.


British Wildlife Photography e seus vencedores


Fotógrafos  conseguem captar situações inusitadas. Através de uma sensibilidade incrível, esses trazem à tona um mundo que está lá, no entanto que passou despercebido pela visão humana ou que não esta ao alcance dessa.

Reconhecer o talento de fotógrafos tanto amadores quanto profissionais é uma forma de dar valor a um artista. O concurso British Wildlife Photography faz isso desde 2009 ao premiar aqueles com as melhores capturas da grande riqueza e diversidade da história natural britânica. 

O concurso de fotos já divulgou seus vencedores do ano. O prêmio foi dividido em dez categorias, além de um vencedor geral e dois premiados com idades abaixo de 11 anos de idade e entre 12 e 18 anos.

As imagens premiadas vão ser expostas ao longo de um ano em diversos lugares da Inglaterra, Escócia e País de Gales . Também, farão parte de uma coleção ilustrando as melhores imagens do concurso desta edição. 

A fotografia abaixo foi vencedora do prêmio geral. Uma água-viva no mar de uma ilha na costa escocesa, o artista foi o fotógrafo Richard Shucksmith. 
Se você quiser ver as demais fotos, entre aqui.


Post elaborado para o Blog de Papel, projeto da cadeira Oficina de Redação I.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Um mundo subaquático

Elena Kalis criou seu mundo subaquático. Formada em artes plásticas, a russa passou a flertar com a fotografia no momento certo, quando foi morar em Bahamas.
Seu trabalho, "Underwater", consegue retratar situações inusitadas com um ar mágico, proporcionando aos olhos de quem vê uma sensação incrível. Suas fotos tem referência de obras famosas, como Alice no País das Maravilhas.
A fotógrafa admite que sua inspiração vem do oceano, dos diferentes tons de azul do mar caribenho.















Post elaborado para o Blog de Papel, projeto da cadeira Oficina de Redação I.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um desafio incomum


Pensar na hipótese de resgatar a vida de alguém que já faleceu pode ser um pouco assustador. Ficamos receosos, tendo em vista que nossa sociedade não aceita bem a morte.

Confesso que ao imaginar esta hipótese fiquei ansiosa por iniciar o projeto. Mesmo assim, quando a professora de Oficina de Redação I, Patrícia Specht, lançou o desafio de escrever uma reportagem onde o ponto de partida seria o cemitério, a reação foi positiva. Resgatar histórias de pessoas comuns, que poderiam ter sido grandes personagens, era uma oportunidade que todos aguardavam. Afinal, estudar na ESPM-Sul é sinônimo de excelência e também de estar em um local cercado de cemitérios, literalmente de "frente para o futuro" inevitável do ser humano, o que apesar de não nos afetar nos deixa um tanto curiosos.

Após refletir um pouco, ao me dar conta da dimensão dessa ideia, fiquei temerosa. Pois como faríamos para chegar em fontes que nos contassem mais do que informações corretas? Fontes afetivas, era disso que precisávamos. Pessoas que conviveram diretamente com nossos protagonistas e que, em muitos casos, compartilharam histórias e sentimentos com gente que não faz mais parte do nosso mundo. Um grande desafio.

Em busca das histórias a serem desvendadas, nossa turma foi a diferentes cemitérios próximos da ESPM-Sul. Quatro foi o número exato de vezes que eu fui em busca de meu personagem. Eu não tinha preferências ou alguma influência específica, o que tornava as coisas um pouco mais difíceis diante das opções.

Em um dia nublado, acompanhada de alguns colegas, eu caminhava pelo cemitério Santa Casa de Misericórdia quando uma lápide me fez parar, por motivos que desconheço. Mal imaginava eu que, por trás daquele nome, havia uma incrível história. Meu protagonista era José Gerbase, um médico nordestino que trouxe para o Rio Grande do Sul, entre 1954 e 1956, a dermatologia. Gremista fanático, foi presidente do Grêmio e construiu laços familiares que se perpetuam até os dias atuais.

Post elaborado para o Blog de Papel, projeto da cadeira Oficina de Redação I.

domingo, 25 de setembro de 2011

Um HD especial

Imagine um típico ser humano do sexo masculino: desorganizado, desleixado e amante do futebol. São características da maioria dos homens, mas definitivamente não de Luiz Guilherme.


Você pode falar de cinema com Luiz, afinal ele já viu praticamente todos os filmes. Você pode falar de literatura com o Luiz, ele é apaixonado por ela. Você pode falar de música, política e até economia, diversos assuntos, já que ele é dono de um vasto conhecimento. Contudo, ouse falar de futebol com ele e conseguirá no máximo desenvolver um monólogo. Isso se Luiz não sair correndo. Não adianta, futebol não faz parte de seu HD mental. Sobre esse assunto, você pode estar falando português, fazer mímica ou desenho, tanto faz. Para ele, continuará sendo indecifrável como o mandarim. Digo mandarim porque, acredite ou não, Luiz fala português, inglês, francês, espanhol e um pouco de alemão.



É natural, portanto, que esse garoto de Passo Fundo apaixonado por bichos desde criança, gostasse de fazer pequenos livros e presentear aqueles que os cercavam. Queria ser escritor, jornalista, cientista e até paleontólogo. Já fez bastante: com 27 anos, é formado em Direito e ainda Pós-Graduado em Relações Internacionais, assunto que o atrai muito. Tanto quanto as viagens.



Em 2010, ele fez um mochilão pela Europa, experiência que fez com que ele adquirisse percepções novas do mundo. E do futuro. Voltou do Velho Mundo disposto a realizar um dos seus muitos sonhos: ser jornalista. É o que ele faz agora.


Post elaborado para o Blog de Papel, projeto da cadeira Oficina de Redação I.

sábado, 24 de setembro de 2011

A primeira vez

Quantas vezes você já se viu hoje? Talvez essa pergunta pareça um pouco estranha, contudo são raros os que sabem a verdadeira resposta. A era digital nos proporcionou uma série de benefícios, entre eles, a possibilidade de reproduzir imagens de forma simples e, consequentemente de ter um conhecimento preciso de nossa aparência.

No entanto, não são todos que têm oportunidade de poder se ver a qualquer momento ou sequer uma vez. Esse, é o caso de alguns nômades da Mongólia que nunca haviam tido contato com um retrato, eles não tinham conhecimento de sua própria imagem.

Os fotógrafos Wilson Philippe e Vanessa Hollander ousaram. Eles atravessaram a Mongólia e, sacando uma câmera instantânea Polaroid proporcionaram a essas pessoas um momento incrível: a oportunidade de se verem pela primeira vez em sua vida.

Abaixo, veja o vídeo que mostra esse acontecimento emocionante para os mongóis:


mongolia! from wiissa on Vimeo.

Post elaborado para o Blog de Papel, projeto da cadeira Oficina de Redação I.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Retrospectiva Portal de Jornalismo

Ao longo do primeiro semestre de 2011 fiz parte do Portal de Jornalismo da ESPM-Sul, uma publicação laboratorial. Esta experiência foi essencial para embasar minha visão a respeito da profissão.

Após o término do primeiro semestre de 2011, fui para o Núcleo de Fotografia ESPM-Sul. No entanto, deixo um vídeo que retrata o trabalho realizado pelos alunos membros pioneiros do Portal de Jornalismo. Confira!