
O valor da família é imensurável e é de grande importância tê-la ao nosso lado em todos os momentos. Preservo em minha memória lembranças de minha infância, vivências que perdurarão em minha mente por anos, que trazem consigo o doce sabor de dias de felicidades, momentos em que meio ao caos sobrava energia para sorrir.
Éramos quatro seres humanos ingênuos divertindo-se à custa de um fusca em seu momento de descanso. − Ah! Como amávamos aquele gracioso automóvel, cujo principal ofício era nos levar a lugares inesquecíveis. − Nossa adoração por aquela grande lata com rodas era tanta que mesmo parado ficávamos dentro imaginando situações hipotéticas onde o envolvia constantemente. Para meus primos e irmãos o passeio de domingo era como um ritual, a ida para pracinha era essencial para começar a semana bem e naquele dia aguardávamos ansiosos pelo momento de partir, como de praxe havíamos escolhido um passatempo: brincar de motorista. Renata exercia o papel principal ao passo que eu, Rafaela e Gustavo éramos passageiros, pois sabíamos que não tínhamos idade o suficiente para tal cargo. Bárbara, a maior, chegou exasperada e comunicou a “motorista” que seu pai a chamava com urgência, conseguindo para si o tão cobiçado cargo.
No banco traseiro despertando do imaginário para o real Rafaela me olhou em estado de choque: “Parece que o carro está andando de verdade!” disse com as feições surpresas, “Claro que não né!” respondi achando-me esperta, afinal, eu era mais velha. Então juntas nos deparamos com Gustavo acenando pela janela, Renata gritava alarmada para em seguida se por em frente ao fusca, e daquela vez eu realmente estava errada: estávamos em movimento.
Bárbara saltou para fora do carro e Renata já havia mudado de estratégia, tentava segurar o carro pela parte traseira a passo que lentamente o mesmo descia a modesta ladeira em que se encontrava. Bárbara abriu a porta lateral salvando meus dois primos e por fim, a mim. Lembro-me que por uma fração de segundos permaneci presa, todavia mesmo assim minha irmã não desistiu de me salvar.
Meu tio, o qual merece o verdadeiro titulo de herói, não poupou esforços em saltar o portão do pátio para correr até o fim da rua, criando uma força inexplicável para impedir o carro que insistia em seguir. Não havia mais ninguém dentro dele, estávamos bem, salvo o meu tio que se machucou inteiro para nos ajudar.
Brigas e lágrimas foram as consequências e por fim risadas são dadas todas as vezes que esta história é recontada para alguém. Família é exatamente isto. Não importa o que aconteça ela sempre estará para te apoiar, é a prova viva de um amor capaz de fazer loucuras. Aqueles que optam por não tê-la dificilmente sabem o significado da frase: “ama-te o próximo como ama a si mesmo”.



2 comentários:
tu me contou essa história ehaueahueahueahu
curti :D
amei! muito bom
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